Administrador e financista brasileiro no Canada, aficionado por arte, pai de uma família criativa aventureira, casado e associado com uma Economista multi-talentosa. Entre arte e negócios tem espaço pra falar de tudo. Eclético, o objetivo aqui e ter um arquivo virtual que seja leve, curioso e útil. Bem vindo! Paulo
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Shakespeare, China e o presente de natal mais criativo do ano
A internet é caótica e as vezes pode ser um dreno do nosso tempo, mas não ha um dia que eu não tire algo de positivo dessa nuvem aleatoriamente ordenada.
Lendo a noticia na Business Insider de que a Bolsa de Valores da China acaba de bater 5.000 pontos (voltando pro nível de Janeiro de 2008 e acumulando ganho de 146% em doze meses / 55% no ano) me aparece no rodapé do site esse trailer da nova versão de Macbeth:
Muito massa! Ja ta na lista pra assistir quando sair.
Vendo o vídeo me fez lembrar de um natal ha muito tempo atras - provavelmente uns 10 anos atras - quando eu tive uma ideia para poder dar um presente pra cada convidado sem ter que gastar um caminhão de dinheiro já que eram 12 adultos entre as partes de três ramos da família que moravam em Brasilia e que eu gostaria de não deixar de presentear.
Se a minha ideia funcionasse, cada um usufruiria não de um, mas de doze presentes!
O presente na verdade foi um rodizio de 12 livros, clássicos da literatura, dentre os quais Macbeth de Shakespeare. Escolhi de uma coleção mais eclética possível e selecionei o presenteado de acordo com o que eu acreditava que iria apetecer ao seu respectivo gosto. Ate por que, ainda que em rodizio, cada um ganharia ultimamente um livro para si.
Alguns dos livros do rodizio eram:
- Dom Casmurro de Machado de Assis
- Divina Comedia de Danti Alighieri
- Macbeth de William Shakespere
- Iracema de José de Alencar
- Memorias póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis
- Guerra e Paz de Liev Tolstoi
- Capitaes da Area de Jorge Amado
- Dom Quixote de Miguel de Cervantes
- Crime e Castigo de Dostoiévski
- O Principe de Maquiavel
- A Arte da Guerra de Sun Tzu
Preparei um roteiro com as regras do jogo e a correta ordem de transição dos livros, que basicamente arbitrava 1 mês pra que cada um permanecesse com o livro, passando-o adiante e recebendo um novo ao fim do período. Imprimi e colei o guia na contracapa de cada livro e vois-la, estava lançado o desafio.
A inspiração veio em parte daqueles antigos clube de livro aonde se faziam esses rodízios entre desconhecidos operando normalmente pelos correios, meio no estilo dos "pen pals". Mais importante do que a inspiração penso que tenha sido a motivação.
Sempre achei muito bacana dar livro de presente, apesar do desafio de decidir em um único (mesmo quando vou escolher um pra ler). O sistema dava a chance a cada um de ler todos os livros. Entre aprendizado, crescimento pessoal, e ate o fato da pequena logística de ter que se encontrar, eram vários benefícios e a família curtiu muito o presente.
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